Salvação pelas obras – uma doutrina criminosa
- 12 / janeiro / 2009 - 1:25
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Gálatas – 2 – 11 : 21
“Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”. Gálatas 2:21
A idéia da salvação pela obras é uma doutrina persistente. Não importa o quanto se é refutada; ela continua a insistir no mesmo ponto. Tem mais vidas do que o gato. O Apóstolo Paulo lançou ataque após ataque contra ela, mas nunca pôde expulsá-la da mente dos homens. Para ele, era outro evangelho. Apesar de todas as armas usadas contra esta doutrina, ainda continua a ser popular.
A salvação pelas obras é uma doutrina plausível. Ao pensador superficial, parece mais razoável. De fato, o oposto parece perigoso. É um princípio para muitos de que o homem bom vai para o céu e o ruim, para o inferno.
A salvação pelas obras é natural à humanidade caída. É a própria essência de todas as religiões falsas. É a doutrina de cada religião não cristã, tanto quanto de muitos que usam o nome de Cristo. Vá onde for, a religião natural do homem caído é a salvação por méritos próprios. C. H. Spurgeon disse bem: “Todo homem nasce herege neste ponto”. Crê-se nisto até que Deus lhe abra os olhos à verdade. Também C. H. Spurgeon disse: “A auto-salvação, ou pelo valor pessoal, ou pelo arrependimento, ou por resolução própria, é a esperança inerente da natureza humana, e é muito difícil de ser extirpada”.
A salvação pelas obras é o resultado da ignorância. Os homens são ignorantes da lei de Deus e de si mesmos. De outro modo não acreditariam em tal doutrina. Romanos 10:1-4: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para a sua salvação. Porque lhe dou testemunho de que tem zelo de Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”.
A salvação pelas obras é uma doutrina criminosa. Paulo acusa o homem que a defende de dois crimes. Ela aniquila a graça de Deus e faz com que Cristo tenha morrido em vão.
1. Ela aniquila a graça de Deus. A palavra “aniquilar” significa tornar vazia ou inútil. É claro que se um homem é salvo pelas obras ele não precisa da graça de Deus. A graça é para quem quebra a lei e não para quem a cumpre. É coisa supérflua se puder provar o mérito. Quem puder ir a um tribunal com um caso, sem dúvida a seu favor, sabendo que é inocente, não vai pedir misericórdia, mas justiça. “Quero justiça”, ele diz. “Quero meus direitos”, ele exige. Só quando se sente culpado é que implora por misericórdia. Nenhum advogado que acredita na inocência de seu cliente e pode prová-la, pede-lhe que fique à mercê da corte. Justiça é tudo o que um inocente precisa; é o pecador que precisa de misericórdia. O homem que crê na salvação pelas obras nega a necessidade de graça e misericórdia.
Há alguns que, mesmo sem negar a necessidade da graça, tornam-na secundária. Há só um grau mais baixo do mesmo crime. De acordo com esta teoria, o homem faz o melhor que pode e a graça de Deus faz o resto. Isto mistura a graça e as obras na salvação, exatamente aquilo que a Bíblia diz que não pode ser feito. Romanos 11:6: “Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra”. É preciso ter a salvação por inteiro, ou por merecê-la ou tendo como base o que Cristo fez por você. Baseado em quê, você a espera? Se não a merece, então deve recebê-la baseado na graça.
2. O segundo grande crime que fala contra o homem que defende a salvação pelas obras é que ela faz com que Cristo tenha morrido em vão. É muito claro. Se a salvação é o resultado do bem que faço, então a morte de Cristo não era necessária. Seu sofrimento foi inútil. Isto me deixa furioso. Fico indignado ao ouvir alguém dizer que é salvo pelas obras boas que faz.
A doutrina da salvação pelas obras é um pecado contra todos os filhos caídos de Adão. Se os homens não podem ser salvos a não ser pelas boas obras, que esperança há para o pecador? O portão da misericórdia se fecha à toda raça humana. Nega-se toda esperança de boas vindas ao pródigo que volta. O mesmo acontece em relação a todas as perspectivas do paraíso ao ladrão moribundo.
É pecado contra os santos. A única esperança deles é o sangue de Cristo. Os santos, na verdade, se esforçam para viver de modo santo, mas a esperança que têm do céu não se baseia no sucesso de fazê-lo; porque têm um alicerce melhor, que é a obediência de Cristo. “Porque, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos”. Romanos 5:19.
É um pecado contra os santos no céu. A doutrina da salvação pelas obras silenciaria as aleluias no céu. Lá eles estão cantando: “Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados”. Apocalipse 1:5. Esta doutrina criticaria este canto e o transformaria numa canjiquinha tal como: “Não preciso dEle; não preciso dEle; sem pecar, vivi; e assim morri”.
Mas em vez disso o crente em Cristo diz: “O que Cristo fez, e só isso, é o meu apelo aprazível de fé; não tem nada a ver com o eu, nem justiça nenhuma em mim. Tuas obras, não as minhas, Ó Cristo, alegram este coração. Dizem-me que está consumado, e aos meus medos dizem: vão”.









Meu amigo é triste ler esse texto e ver a ignorancia estampada em suas palavras, quando disse as obras não salvam…E como fica a Máxima de Jesus “Fora da Caridade não ha salvação”. Para são essa obras que Jesus se referia, ainda ha muito para evoluirmos e entender o que Jesus quiz nos passar, mais acredito sim quem com as obras nos tornaremos pessoas mais amáveis e solidárias e isso também agrada a Deus. Pare com essa arrogancia achando que só os seus conseitos são verdadeiros, pois o próprios Jesus disse que havia muito para nos revelar, mas que aquele não era o momento certo, porque não o compreenderíamos. Muita Paz!!!!
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Paz a todos!
Fico abismado como existem pessoas que acham que a salvação é de graça. Entenda Regina que a Salvação não é DE graça é PELA graça. E cuidado que você disse uma heresia gigante quando menciona: “Fora da Caridade não ha salvação”. Ao contrário a Bíblia (se é que você e se lê precisa mais estudá-la para compreende-la o que o contexto quer dizer), que fora de JESUS CRISTO não há salvação. Exemplo: Você deve pensar: Os discípulos de Jesus eram tão caridosos que estão todos salvos. Mas eu te pergunto e Judas? Ele aprendeu caridade com o próprio Cristo mas perdeu sua salvação. Não confunda salvação com boas maneiras.
Jesus disse: Muitos são chamado, mas poucos os escolhidos.
Não discordo da caridade, discordo que ela não é o caminho para a salvação. Devemos sim ser caridosos mas não por que seremos salvos por isso.
Concordo com o artigo acima. A idéia que da caridade como salvação anula o sentido da cruz.
Olha o que Paulo diz:
Rm 11:6, “Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.”
Gl 2:16, “Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada.”
Ef 2:8-9, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
As escrituras ensinam claramente que somos salvos (justificados) pela fé em Cristo e o que Ele fez na cruz. Somente essa fé nos salva. Porém, não podemos parar aqui sem averiguar o que Tiago diz em Tiago 2:24, “Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé.”Não há contradição. Tudo o que você precisa fazer é observar o contexto. O capítulo 2 de Tiago tem 26 versículos: os versículos 1-7 nos ensinam a não fazer acepção de pessoas. Os versículos 8-13 são comentários acerca da Lei. Os versículos 14-26 são sobre a relação entre fé e obras.Tiago começa essa parte usando um exemplo de alguém que diz ter fé, mas não tem obras. “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo?” (Tiago 2:14). Em outras palavras, Tiago está tratando de uma fé morta, uma fé que não é nada mais do que um pronunciamento verbal, uma confissão pública vinda da mente, que não vem do coração. É vazia, sem vida e sem ação. Ele começa com essa negação, e demonstra o que uma fé vazia significa (versículos 15-17, palavras sem ações). Em seguida, ele mostra que esse tipo de fé é igual à fé dos demônios (versículo 19). Finalmente, ele dá exemplos de fé viva, em que palavras sempre são seguidas de ações. Obras seguem a fé verdadeira, e demonstram a nossa fé para o nosso próximo, mas não a Deus. Tiago escreve sobre Abraão e Raabe, como exemplos de pessoas que demonstraram a sua fé pelas suas obras.Em suma, Tiago está examinando dois tipos de fé: uma que leva a obras de Deus, e uma que não leva. Uma é verdadeira, outra é falsa. Uma é morta, outra é viva; daí “a fé sem as obras é estéril” (Tiago 2:20). Porém, ele não está contradizendo os versículos acima que dizem que salvação e justificação são alcançadas somente pela fé.
Além disso, note que Tiago cita o mesmo versículo que Paulo cita em Rm 4:3 juntamente com vários outros versículos que lidam com justificação pela fé. Tiago 2:23 diz, “E creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus.” Se Tiago estivesse tentando ensinar uma doutrina sobre fé e obras que estivesse em contradição com os outros escritores do Novo Testamento, ele não teria usado Abraão como exemplo. Logo, podemos ver que justificação é somente pela fé, e que Tiago estava falando a respeito de uma fé falsa, e não de uma fé verdadeira, quando ele diz que não somos justificados somente pela fé.
Paz!
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